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19/02/2019 14h17 - Atualizado em 19/02/2019 14h21

A insuficiência venosa crônica, mais conhecida popularmente como “varizes”, é o nome dado para o mau funcionamento das veias das pernas que tornam-se tortuosas e dilatadas. O que ocorre é que as veias do corpo todo possuem pequenas válvulas, que devem se fechar e abrir a cada bombeamento do retorno do sangue para o coração. Porém, em pessoas que possuem varizes, essas válvulas não funcionam adequadamente com a gravidade e o sangue tende a descer aos pés e não conseguir retornar ao coração, represando-o nos membros inferiores. 

Desta forma, ao longo do dia, os pés incham dando uma sensação de cansaço e dor ao cair da tarde e início da noite. Dependendo do grau de acometimento das varizes, pode causar desde uma alteração estética ou, até consequências maiores, como manchas de coloração castanho escuro nas pernas e as úlceras de difícil cicatrização.

Entre 20 a 30% da população brasileira sofre de insuficiência venosa, sendo quatro vezes mais frequente em mulheres, chegando a 70% de incidência em idosas com mais de 70 anos. O diagnóstico é feito por um cirurgião vascular através da história do paciente, associado a exames de imagem como o Duplex Scan, que realiza o mapeamento das veias.

Em casos graves de úlceras crônicas, a Oxigenoterapia Hiperbárica é indicada para auxiliar na cicatrização das feridas decorrentes da insuficiência venosa. É importante lembrar que o tratamento em câmara hiperbárica não dispensa o repouso adequado com membros elevados (o que é recomendado a todos os pacientes com este quadro, já que a OHB não cura as varizes e, sim, a consequência da doença, que é a ulcera), curativos realizados adequadamente de modo a prevenir infecções de repetição e principalmente, tratamento adequado e imediato de processos infecciosos.

Dra. Larissa Passerotti, médica hiperbarista e nefro-pediatra